«No mundo, há gente notável!»

13/12/09

A "AVÓ", PARA TODOS OS QUE CONHECERAM BERTA BENTO

Seria muito extensa, qualquer história que se quisesse contar da D. Berta. A mulher de três amores, (Portugal, Cabo-verde e Guiné-Bissau), acabou um dia, já lá vão 64 anos, de ir á Guiné...e nunca mais voltar a sair da África quente. Mário Soares, na altura Presidente da República, chegou mesmo a homenageá-la, muitos respeitados notáveis da vida pública, nunca vão a Bissau, sem fazer-lhe uma visita. Deu de comer a muita gente, assim como dormida, e num qualquer caso de dificuldade, Berta nunca deixava de apoiar, fosse quem fosse. Foi a sua casa, que recebeu os primeiros cooperantes, pós guerra e também após o conflito da negra história da Guiné-Bissau.
Com os Guineenses, sempre teve um grande carinho, hoje veneram-na.
Actualmente, e desconhece-se porquê, a Pensão Central, choca-nos por estar de portas fechadas, a cor, a alegria dessa senhora, que sempre na sua cadeirinha, recebia os seus hospedes, está vazia.
Disseram-me, que Berta Bento, estaria em portugal a fazer um tratamento, porque estava muito debilitada. A "Avó" Berta, é um fragmento da história da Guiné-Bissau.
A Pensão Central, é ainda hoje uma pensão Universal.
Veja a reportagem.

OFICINAS PARA ENSINAR O PORTUGUÊS NA GUINÉ (COM VÍDEO)

Na Guiné, muitos trabalham para que a lingua de Camões, seja uma realidade nas escolas, numa meta que parece conquistar-se aos poucos. "O melhor é o povo", Assegura Helena de Castro coordenadora do PASEG, á nossa reportagem.
A língua oficial da Guiné-Bissau é o Português mas, devido a vários factores, a língua veicular e falada pela maioria da população é o crioulo. Para além do crioulo, cada etnia tem a sua própria língua. Uma vez que a Guiné é um misto de inúmeras etnias, o multilinguismo é uma realidade bem presente. No entanto, a língua portuguesa não está presente nas casas guineenses, nem na comunicação social que é essencialmente em crioulo.
Como resultado, as crianças chegam à escola sem saber falar português e são ensinadas a ler e escrever numa língua, que não é a sua e na qual não têm qualquer tipo de referência. A verdade é que os alunos chegam ao ensino secundário com muitas falhas na língua portuguesa, principalmente em termos de compreensão e expressão oral e escrita.
Numa tentativa de facilitar o processo de ensino e aprendizagem, surgiu na EEBU Salvador Allende, em 2007, o "PRIMEIRO O PORTUGUÊS" em duas turmas da 1ª classe. Antes da iniciação ao método de leitura e escrita, houve três meses de oralidade e contacto com a língua.
O trabalho, não se pode dizer que tenha sido fácil, mas é merecedor, de um grande mérito. Claro, que tudo se deve, ao empenho, dedicação da gestora e todos os professores do programa, mas também aos alunos, que têm mostrado um grande empenho. Aqui convém recordar, o grande investimento da Cooperação Portuguesa. A humanitarius, esteve em Bissau e fez reportagem com a Drª Helena de Castro, coordenadora do PASEG.

Texto: http://noscomafrica.blogspot.com/
Reportagem: João Almeida