«No mundo, há gente notável!»

07/08/08

MATERIAL DOADO JÁ ESTÁ EM ARMAZÉM

O movimento que projectou a expedição humanitária de 2008 até Guiné-Bissau, prepara já o seu próximo projecto. Requalificar e equipar o Centro de Saúde de Buba (sul da Guiné). Dias depois de dar ínicio á campanha, um só empresário, fez um um donativo de várias centenas de Euros. Outro empresário da cidade de Portimão, disponibilizou o local para armazenamento de todo o material. Aqui, ficará acondicionado todo o material doado, que será enviado por contentor em Janeiro de 2009. Refira-se que dias depois, partirá em expedição a nova equipa de ajuda pública ao desenvolvimento á Guiné, com um corpo de voluntários que desenvolverão no terreno projectos integrados, no saneamento básico, ambiente e águas. Simultaneamente, no decorrer destas acções, estará a ser executada a obra de recuperação do centro de saúde de Buba. A ultima semana, de permanência no terreno, será r ealizada uma reunião magna, com presenças de vários representantes da vida Guineense, nos dominios da Higiene e Segurança no trabalho, águas e saneamento, ambiente e bio-diversidade, saúde entre outras, onde estarão presentes várias ONG´s Portuguesas como a Saúde em Português, Médicos do Mundo, IPAD, ainda OMS, ONU e um representante da cooperação Europeia sedeada em Bissau. COMO TUDO VAI ACONTECER Todo o material e equipamentos doados, serão justamente empregues na recuperação e requalificação do Centro de Saúde de Buba. A equipa algarvia, enviará dias antes da sua partida em Fevereiro de 2009, todo o material por contentor, e após a sua chegada, dar-se-á a respectiva requalificação em obra. Com esta equipa seguirá uma jovem engenheira de Albufeira, que irá liderar algumas campanhas de informação sobre o uso da água e os perigos que os furos não controlados, podem ter na saúde pública. Rita Martins, fará parte de uma importante comunicação que será promovida em Buba, e fará parte da mesa da reunião magna, que debaterá durante alguns dias problemas como, a água no consumo publico, saneamento básico, segurança e higiene no trabalho, manipulação de alimentos, saúde de proximidade entre outros painéis. Recorda-se que devido á instabilidade vivida no território da Republica Islâmica da Mauritânia, a incursão prevista por terra até á Guiné, ou seja a (2ª Expedição Humanitária Algarve - Guiné), poderá vir a ser anulada, se até Janeiro de 2009 não forem asseguradas condições de segurança. A organização pondera, uma deslocação por via aérea, caso não exista estabilidade e garantida segurança para todos os membros da equipa. Isto deve-se ao facto, de Portugal não ter relações diplomáticas com a Mauritânia.

CÓLERA NÃO PÁRA DE SUBIR A ESCALA DE PREOCUPAÇÕES NA GUINÉ

As autoridades sanitárias da Guiné-Bissau pediram às populações para se prevenirem contra a cólera, abdicando-se de práticas que levem ao aumento das infecções. A doença, que já está a causar vítimas mortais na capital, Bissau, regista 272 casos e 9 óbitos desde que foi confirmada em Maio na região de Tombali, a sul da Guiné-Bissau. Dados apresentados, esta terça-feira, numa conferência de imprensa, pela ministra da Saúde Pública, Eugénia Saldanha Araújo, e já confirmados ao Africa Magazine pelo médico David Silva (na Foto), que confirmou 172 casos em Bissau (2 óbitos), 71 em Tombali (5 óbitos), e 29 em Quinara (2 óbitos). "É a terceira vez que passamos, publicamente, a mensagem de que existe cólera na Guiné-Bissau e de que todos têm que colaborar para uma campanha conjunta para minimizar os prejuízos." Eugénia Saldanha fez questão de salientar que a saúde pública não é um problema exclusivo do Ministério da Saúde mas sim de todos. "Cada um é responsável pela manutenção da sua própria saúde," disse. Por causa da cólera, as autoridades sanitárias proibiram a realização de cerimónias de Toca-Choro, mas a proibição não está a ser respeitada. "Chamo a atenção do Ministério da Administração Interna e da Câmara Municipal de Bissau para a questão das cerimónias de Toca-Choro. Semanalmente assiste-se à realização dessas cerimonias em Bissau. "Isso tem implicado problemas uma vez que aglomeram muita gente e há aspectos de higiene que não são tidos em conta e que normalmente agravam a situação de cólera”, referiu a ministra. Apelou à colaboração das autoridades policiais para o cumprimento da proibição de realização de cerimónias de Toca-Choro, que são, em seu entender, fontes de contaminação de cólera. Eugénia Saldanha Araújo receia que a doença atinja mais regiões da Guiné-Bissau - razão pela qual apela à contribuição de parceiros de cooperação para o reforço dos stocks de medicamentos. O mesmo sentimento tem sido declarado pelo Administrador do Hospital Simão Mendes, Agostinho Semedo, que continua a chamar a atenção, que para além do problema estar a elevar o rácio de doentes internados, agrava-se com os problemas financeiros impostos pela Direcção Geral do Tesouro, cortes que originaram com que o hospital de momento não possa servir nenhuma das 3 refeições aos internados deste hospital, ou seja cerca de 1600 pessoas.
Fonte: ANM/J. Almeida
(Noticia publicada online pela International Direct News "Africa News Magazine" http://mept-africa.blogspot.com/)